Você decidiu tirar o CNPJ do papel, mas antes de dar o primeiro passo vem a pergunta que trava muita gente: quanto custa abrir uma empresa em Goiânia? A resposta honesta é que não existe um número único mágico — o custo total é a soma de várias taxas e serviços, e cada tipo de negócio monta uma conta diferente. O problema é que essa falta de clareza faz muitos empreendedores adiarem o sonho ou, pior, caírem em promessas de "abertura barata" que escondem custos ou geram enquadramentos errados que custam caro depois.
Neste guia completo e local, você vai entender cada tipo de custo envolvido em abrir empresa em Goiânia e no estado de Goiás — taxas de registro na Junta Comercial, viabilidade e nome, alvará municipal, honorários do contador, certificado digital e capital social —, o que faz esse valor subir ou descer, quais custos continuam depois que a empresa está aberta e como economizar sem correr risco. Ao final, você terá uma visão clara para planejar o investimento com segurança.
Resposta rápida: o custo de abrir empresa em Goiânia é a soma de taxas de registro na Junta Comercial de Goiás (JUCEG), da consulta de viabilidade e nome, do alvará de funcionamento na Prefeitura de Goiânia, dos honorários do contador pela abertura, do eventual certificado digital e do capital social que os sócios integralizam. O valor final depende do tipo de empresa, da atividade (CNAE) e do regime tributário. Abrir como MEI é gratuito; demais tipos têm custos de registro. O caminho seguro é definir porte e atividade com um contador e pedir um orçamento fechado.
Resumo executivo
- Não há valor fixo: o custo total é uma soma de itens (taxas públicas + serviços + capital), variável por caso.
- Principais custos de abertura: taxa da Junta Comercial (JUCEG), viabilidade/nome, alvará municipal em Goiânia, honorários contábeis de abertura, certificado digital e integralização do capital social.
- O que mais influencia o valor: tipo de empresa (MEI, ME, LTDA, SLU), atividade econômica (CNAE) e regime tributário escolhido.
- MEI é o mais barato: registro gratuito pelo Portal do Empreendedor, mas com limite de faturamento e restrição de atividades.
- Custo não acaba na abertura: existem custos recorrentes — honorários mensais, tributos do regime e encargos de funcionários, se houver.
- A maior economia é técnica: CNAE e regime certos evitam pagar imposto a mais e retrabalho. Cortar o contador para "economizar" costuma custar mais caro.
- Valores públicos mudam a cada ano: confirme as taxas vigentes com a SC antes de decidir.
O que significa "custo de abrir uma empresa"
Quando alguém pergunta quanto custa abrir uma empresa, geralmente imagina uma única fatura. Na prática, "abrir empresa" é um processo com várias etapas, e cada etapa tem (ou pode ter) um custo. Algumas taxas vão para órgãos públicos (estado e município), outras remuneram serviços profissionais (contador, certificadora) e há ainda um valor que não é despesa e sim investimento na própria empresa (o capital social).
Explicação simples
Pense na abertura de uma empresa como montar a estrutura de uma loja antes de vender o primeiro produto. Há a "papelada oficial" que o governo cobra para reconhecer o negócio, há o profissional que organiza e assina essa papelada por você, há a "chave digital" que autoriza a empresa a agir online e há o dinheiro que você mesmo coloca no caixa para começar. Nenhum desses itens é opcional por capricho — cada um cumpre uma função. O custo total é a soma de tudo isso.
Explicação técnica
O processo de constituição de uma sociedade empresária (ou empresário individual) passa por: consulta prévia de viabilidade de nome empresarial e endereço, registro dos atos constitutivos na Junta Comercial do Estado de Goiás (JUCEG), inscrição no CNPJ junto à Receita Federal, inscrições estadual (quando a atividade exige, via SEFAZ-GO) e municipal, obtenção do alvará de funcionamento e do licenciamento aplicável na Prefeitura de Goiânia, além da eventual emissão de certificado digital (e-CNPJ) e do enquadramento no regime tributário. Cada uma dessas frentes carrega taxas públicas e/ou serviços profissionais. Para entender o fluxo completo das etapas, vale ler o nosso guia de como abrir uma empresa.
Os custos de abertura, um por um
A seguir, cada tipo de custo que pode compor a conta. Descrevemos a função e os fatores que fazem o valor variar — sem cravar números, porque taxas públicas e honorários mudam por ano, por atividade e por porte.
1. Consulta de viabilidade e busca de nome
Antes de registrar a empresa, é preciso confirmar duas coisas: se o nome empresarial desejado está disponível (não pode colidir com outro já registrado no estado) e se o endereço escolhido permite a atividade pretendida, conforme o zoneamento urbano de Goiânia. Essa consulta prévia de viabilidade é feita de forma integrada e, dependendo do caso, pode ter custo próprio ou estar embutida no processo de registro. É uma etapa barata em dinheiro, mas cara se ignorada: escolher um endereço que não comporta a atividade trava o alvará depois.
2. Taxas de registro na Junta Comercial de Goiás (JUCEG)
O registro dos atos constitutivos — o contrato social (no caso de sociedades) ou o requerimento de empresário — na Junta Comercial do Estado de Goiás é o ato que dá existência formal ao negócio. Esse registro tem uma taxa pública, cujo valor varia conforme o tipo de ato e a natureza jurídica da empresa. É um dos custos obrigatórios para quem não é MEI. O valor é definido em tabela oficial da JUCEG, atualizada periodicamente — por isso deve ser confirmado no momento da abertura.
3. Inscrição no CNPJ e inscrições estadual/municipal
A inscrição no CNPJ junto à Receita Federal não tem taxa própria de emissão. Já a inscrição estadual (necessária para atividades de comércio e indústria, que recolhem ICMS, junto à SEFAZ-GO) e a inscrição municipal (para prestadores de serviço, que recolhem ISS) são etapas do cadastro que, dependendo da atividade, podem envolver custos acessórios ou exigências específicas. O contador identifica quais inscrições a sua atividade realmente exige — pedir inscrição desnecessária gera obrigação acessória a mais.
4. Alvará de funcionamento em Goiânia
O alvará de funcionamento é a autorização da Prefeitura de Goiânia para a empresa operar em determinado endereço. Seu custo (taxa de licença) varia conforme a atividade, a área do estabelecimento e o grau de risco da operação. Atividades de baixo risco costumam ter licenciamento simplificado (às vezes automático na abertura); atividades de médio ou alto risco exigem vistorias e licenças complementares — sanitária, ambiental, do Corpo de Bombeiros —, cada uma com sua própria taxa e prazo. Quanto mais regulada a atividade, maior tende a ser esse custo.
5. Honorários do contador pela abertura
A abertura de empresa (fora do MEI) é, na prática, um serviço técnico: reunir documentos, elaborar o contrato social, protocolar na Junta, cadastrar no CNPJ, providenciar inscrições e alvará e definir o enquadramento tributário. Por isso os escritórios contábeis costumam cobrar honorários de abertura, que remuneram esse trabalho. O valor varia conforme a complexidade — número de sócios, tipo societário, atividade e regime. Muitos escritórios cobram essa taxa à parte dos honorários mensais recorrentes, e alguns oferecem condições diferenciadas quando a contabilidade mensal é contratada em conjunto. Vale entender por que o MEI também se beneficia de um contador em muitos casos.
Quer saber o investimento real para o seu caso? Fale com a SC Organização Contábil e receba um orçamento de abertura sob medida, já considerando o melhor enquadramento para o seu negócio.
6. Certificado digital (e-CNPJ)
O certificado digital é a identidade eletrônica da empresa — o e-CNPJ. Ele é usado para assinar documentos digitalmente, emitir notas fiscais eletrônicas, acessar portais do governo e cumprir obrigações acessórias. Fora do MEI, a maioria das empresas precisa de certificado. Ele tem custo próprio, cobrado por uma Autoridade Certificadora, e é renovado periodicamente (a validade depende do modelo escolhido — em nuvem ou em mídia física, como token ou cartão). Não é uma taxa do governo: é um serviço de terceiro necessário para a empresa operar digitalmente.
7. Capital social
Aqui mora a maior confusão. O capital social não é uma taxa paga a ninguém: é o valor que os sócios declaram e destinam à empresa para que ela comece a funcionar. Esse dinheiro continua sendo da empresa — vira caixa para custear as primeiras despesas (estoque, aluguel, equipamentos). Para a maioria das empresas do Simples Nacional não há exigência de valor mínimo, e você pode definir um capital compatível com a realidade do negócio. Alguns tipos societários ou atividades específicas podem ter regras próprias. O ponto de atenção: declarar um capital irreal (alto demais ou baixo demais) traz consequências — de comprometimento pessoal a dificuldade de crédito.
Tabela: tipos de custo na abertura de empresa
| Tipo de custo | Para quem paga | O que faz variar | É taxa pública? |
|---|---|---|---|
| Viabilidade e nome | Junta / integrado | Complexidade da consulta | Sim (quando aplicável) |
| Registro na JUCEG | Junta Comercial de Goiás | Tipo de ato e natureza jurídica | Sim |
| Inscrição CNPJ | Receita Federal | — (sem taxa própria) | Não há taxa |
| Inscrição estadual/municipal | SEFAZ-GO / Prefeitura | Atividade (comércio x serviço) | Varia por atividade |
| Alvará de funcionamento | Prefeitura de Goiânia | Atividade, área, grau de risco | Sim |
| Honorários de abertura | Escritório contábil | Complexidade do processo | Não (serviço) |
| Certificado digital | Autoridade Certificadora | Modelo e validade | Não (serviço) |
| Capital social | A própria empresa | Definição dos sócios | Não (é investimento) |
O que mais influencia o custo de abrir a empresa
Dois negócios abertos no mesmo dia em Goiânia podem ter custos bem diferentes. Três fatores explicam quase toda essa diferença.
Tipo de empresa (natureza jurídica)
O formato jurídico define quais taxas incidem. O MEI é o extremo mais barato (registro gratuito). Já Empresário Individual, Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) e Sociedade Limitada (LTDA) passam pela Junta Comercial, com taxas de registro e, em regra, exigência de certificado digital e contador. Quanto mais complexa a estrutura societária (mais sócios, cláusulas específicas), maior o trabalho de elaboração do contrato — e maior o honorário de abertura.
Atividade econômica (CNAE)
A atividade que a empresa vai exercer, traduzida no CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), influencia diretamente o custo do alvará e do licenciamento. Atividades de baixo risco liberam alvará simplificado; atividades reguladas (alimentos, saúde, indústria, produtos controlados) exigem licenças adicionais — sanitária, ambiental, Bombeiros — cada uma com taxa e prazo. Escolher o CNAE certo é decisivo, e um erro aqui encarece e atrasa tudo. Vale ler nosso guia de como escolher o CNAE certo antes de decidir.
Regime tributário
O regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) não altera muito as taxas de abertura em si, mas define o custo recorrente da empresa e influencia decisões que impactam o capital e as inscrições. Escolher o regime errado é o "custo invisível" mais caro de todos: você paga imposto a mais todo mês. Por isso o enquadramento deve ser decidido junto com o contador, olhando faturamento previsto, margem e atividade. Aprofunde no comparativo de regimes do Simples Nacional e, se for o caso, no planejamento tributário.
MEI x demais tipos de empresa: a diferença de custo
O MEI (Microempreendedor Individual) é uma categoria criada justamente para reduzir a barreira de entrada. A diferença de custo em relação aos demais formatos é grande — mas o MEI não serve para todo negócio.
| Aspecto | MEI | ME / LTDA / SLU |
|---|---|---|
| Custo de registro | Gratuito (Portal do Empreendedor) | Taxa da JUCEG |
| Honorários de abertura | Não obrigatório | Em regra, sim |
| Certificado digital | Muitas vezes dispensado | Geralmente necessário |
| Custo recorrente | Valor fixo mensal (DAS-MEI) | Honorários + tributos do regime |
| Limite de faturamento | Limite anual definido em lei | Faixas maiores por porte |
| Restrição de atividade | Só atividades permitidas ao MEI | Ampla |
| Sócios | Não permite sócios | Permite (exceto EI/SLU) |
O MEI é imbatível em custo de entrada, mas tem teto de faturamento, lista restrita de atividades e não admite sócios. Quando o negócio cresce, muda de atividade ou precisa de sócio, a migração para ME (ou outro formato) passa a fazer sentido. Se você está avaliando começar como MEI, nosso guia definitivo do MEI e a solução de MEI ajudam a decidir. Para os demais formatos, veja a solução de abertura de empresa.
Os custos que continuam depois de abrir
Um erro clássico é planejar só o custo de abertura e esquecer que manter a empresa também custa. Esses custos recorrentes costumam ser maiores, no acumulado, do que a própria abertura.
- Honorários contábeis mensais. Fora do MEI, a empresa precisa de contabilidade recorrente para cumprir obrigações fiscais, trabalhistas e acessórias. É um custo mensal proporcional ao porte e à complexidade.
- Tributos do regime. Todo mês (ou período) a empresa recolhe os tributos do seu regime — no Simples Nacional, o DAS unificado; nos demais, tributos apurados separadamente. O valor depende do faturamento e da atividade.
- Encargos de funcionários. Se a empresa contrata, entram salários, INSS patronal, FGTS, férias, 13º e demais encargos. É um custo que exige planejamento e uma boa gestão da folha de pagamento.
- Renovações e licenças. Alvará, licenças (sanitária, ambiental, Bombeiros) e o certificado digital têm renovações periódicas, cada uma com sua taxa.
- Obrigações acessórias. Declarações e entregas ao Fisco, mesmo sem imposto a pagar, consomem tempo e serviço contábil.
Planejar esses custos recorrentes desde o início evita o susto do "abri, mas não consigo manter". Uma boa contabilidade em Goiânia transforma isso em previsibilidade.
Vantagens e desvantagens de cada estratégia de custo
Contabilidade séria mostra os dois lados. Ao pensar em custo de abertura, há trade-offs reais.
Abrir como MEI (quando possível):
- Vantagens: custo de entrada praticamente zero, tributação simplificada, menos burocracia.
- Desvantagens: teto de faturamento, atividades restritas, sem sócios, imagem por vezes limitada perante grandes clientes e bancos.
Abrir como ME/LTDA desde o início:
- Vantagens: sem teto apertado, permite sócios e crescimento, acesso mais amplo a crédito e contratos, atividades sem a restrição do MEI.
- Desvantagens: custo de abertura maior (taxas + honorários + certificado) e custo recorrente mais alto.
Buscar o "mais barato" a qualquer custo:
- Vantagens aparentes: economia imediata na abertura.
- Desvantagens reais: risco de CNAE errado, regime mal escolhido, capital incoerente e retrabalho — que custam multa, imposto a mais e tempo. O barato de entrada vira caro de manutenção.
A decisão certa não é "a mais barata", e sim a mais adequada ao momento e ao plano do negócio — o que só se define com diagnóstico.
Abrir empresa em Goiânia e em Goiás: o contexto local
Abrir empresa em Goiânia tem particularidades que impactam o custo e o prazo. O registro passa pela Junta Comercial do Estado de Goiás (JUCEG), e a integração com a Receita Federal, a SEFAZ-GO (para inscrição estadual) e a Prefeitura de Goiânia (para inscrição municipal e alvará) segue o fluxo do estado. O zoneamento urbano de Goiânia define onde cada atividade pode funcionar — um detalhe que, se ignorado, trava o alvará e gera custo de mudança de endereço.
A boa notícia é que Goiás avançou bastante na digitalização e integração dos processos de abertura, com o objetivo de reduzir prazos para atividades de baixo risco. Ainda assim, a diferença entre uma abertura rápida e barata e uma travada e cara costuma estar na orientação local correta: quem conhece as exigências da JUCEG, da Prefeitura de Goiânia e da SEFAZ-GO evita idas e vindas. É aí que um parceiro contábil de Goiânia faz diferença — combinando a tecnologia de uma operação moderna com o conhecimento da realidade regulatória da região. Conheça o serviço de abertura de empresas da SC.
Vai abrir sua empresa em Goiânia? Chame a SC no WhatsApp e faça um diagnóstico rápido do melhor formato, atividade e regime para o seu caso — antes de gastar com o processo errado.
Como economizar na abertura sem correr risco
Economizar na abertura de empresa é possível — mas a economia certa é técnica, não o corte de etapas essenciais.
- Escolha o CNAE certo de primeira. CNAE errado gera alvará indevido, tributação equivocada e retrabalho. Acertar aqui é a maior economia silenciosa.
- Enquadre no regime tributário adequado. O regime define o custo recorrente. Um enquadramento bem feito economiza todo mês, muito além da taxa de abertura.
- Defina um capital social coerente. Nem inflado (que expõe os sócios), nem irreal para baixo. Coerência evita problemas futuros de crédito e responsabilidade.
- Evite retrabalho de cadastro. Documentos incompletos ou endereço sem viabilidade geram reprotocolo — que custa tempo e, às vezes, taxa nova.
- Avalie começar como MEI, se couber. Se a atividade e o faturamento permitem, entrar como MEI reduz o custo inicial; a migração vem quando o negócio crescer.
- Não corte o contador para "economizar". Sem orientação, o risco de erro caro (multa, imposto a mais, enquadramento ruim) supera de longe o valor do honorário. O contador é o item que protege todos os outros custos.
A regra de ouro: economize no que é escolha (formato, regime, CNAE), não no que é proteção (orientação técnica e conformidade).
Passo a passo do custo: como a conta se monta
Para visualizar como o investimento se organiza, veja a sequência típica (fora do MEI):
- Diagnóstico e definições. Define-se o tipo de empresa, a atividade (CNAE), os sócios e o regime tributário. Aqui não há taxa — mas é a etapa que determina todos os custos seguintes.
- Viabilidade e nome. Consulta de nome e endereço. Custo baixo, impacto alto.
- Registro na JUCEG. Taxa pública de registro do ato constitutivo.
- CNPJ e inscrições. Inscrição na Receita Federal e, conforme a atividade, inscrição estadual (SEFAZ-GO) e municipal.
- Certificado digital. Emissão do e-CNPJ junto a uma Autoridade Certificadora.
- Alvará e licenças. Taxa de licença na Prefeitura de Goiânia e licenças complementares conforme o risco da atividade.
- Honorários de abertura. Remuneração do serviço contábil que conduziu todo o processo.
- Capital social integralizado. O valor que os sócios colocam na empresa (não é despesa perdida — vira caixa do negócio).
A soma desses itens é o custo total de abertura. Depois dele, entram os custos recorrentes (honorários mensais, tributos, encargos) que mantêm a empresa em conformidade.
Erros comuns que encarecem a abertura
- Escolher o CNAE errado. Gera alvará indevido, tributação equivocada e reabertura de etapas.
- Ignorar o zoneamento de Goiânia. Alugar um ponto que não comporta a atividade trava o alvará e força mudança de endereço.
- Definir capital social no chute. Valor incoerente cria problema de crédito ou expõe os sócios.
- Escolher o regime sem cálculo. O regime errado é o custo mais caro no longo prazo — pago mês a mês.
- Contratar abertura só pelo preço. O "mais barato" que não orienta gera retrabalho e multa.
- Esquecer os custos recorrentes. Planejar só a abertura e não a manutenção leva à informalidade ou ao fechamento precoce.
- Deixar o certificado digital para a última hora. Sem ele, a empresa não emite nota nem cumpre obrigações — e a operação para antes de começar.
Checklist: planejando o custo de abrir sua empresa em Goiânia
- Já defini a atividade e escolhi o CNAE correto com orientação.
- Sei qual tipo de empresa (MEI, EI, SLU, LTDA) faz sentido para o meu caso.
- Escolhi o regime tributário com base em faturamento e margem previstos.
- Confirmei a viabilidade do endereço (zoneamento de Goiânia) para a atividade.
- Reservei o valor das taxas da JUCEG e do alvará da Prefeitura.
- Considerei o certificado digital e sua renovação.
- Defini um capital social coerente com a realidade do negócio.
- Pedi um orçamento de honorários de abertura e de contabilidade mensal.
- Planejei os custos recorrentes (honorários, tributos, encargos) dos primeiros meses.
- Confirmei os valores vigentes das taxas com o contador antes de protocolar.
Marcou a maioria? Você está pronto para abrir com segurança e sem surpresas de custo.
Glossário rápido
- JUCEG: Junta Comercial do Estado de Goiás — órgão que registra os atos das empresas no estado.
- Viabilidade: consulta prévia que verifica disponibilidade de nome e se o endereço comporta a atividade.
- CNPJ: Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o "CPF da empresa", emitido pela Receita Federal.
- Inscrição estadual: cadastro na SEFAZ-GO exigido de quem recolhe ICMS (comércio e indústria).
- Inscrição municipal: cadastro na Prefeitura exigido de quem recolhe ISS (serviços).
- Alvará de funcionamento: autorização municipal para a empresa operar em determinado endereço.
- CNAE: Classificação Nacional de Atividades Econômicas — o código que define a atividade da empresa.
- Certificado digital (e-CNPJ): identidade eletrônica da empresa, usada para assinar e emitir notas.
- Capital social: valor que os sócios destinam à empresa para iniciar as atividades (não é taxa).
- Regime tributário: conjunto de regras de tributação (Simples, Presumido, Real) que define os impostos.
- DAS: guia unificada de recolhimento de tributos do Simples Nacional (e do MEI, o DAS-MEI).
Perguntas frequentes
Quanto custa abrir uma empresa em Goiânia?
Não existe um valor único: o custo total soma taxas de registro na Junta Comercial de Goiás (JUCEG), a consulta de viabilidade e nome, o alvará de funcionamento na Prefeitura de Goiânia, os honorários do contador pela abertura, o certificado digital e o capital social que você integraliza. O valor final depende do tipo de empresa, da atividade (CNAE) e do regime tributário escolhido. O caminho correto é pedir um orçamento à SC após definir o porte e a atividade.
Abrir empresa como MEI é mais barato do que abrir uma ME?
Sim. O registro do MEI é gratuito e feito pelo Portal do Empreendedor, sem taxa de abertura e sem honorários obrigatórios de contador. Já uma ME ou outros tipos societários envolvem taxas de Junta Comercial, alvará, possivelmente certificado digital e honorários contábeis de abertura. O MEI, porém, tem limite de faturamento e restrição de atividades — por isso nem todo negócio pode ser MEI.
Preciso pagar capital social para abrir empresa em Goiânia?
O capital social não é uma taxa paga ao governo: é o valor que os sócios declaram e destinam à empresa para iniciar as atividades. Para a maioria das empresas do Simples Nacional não há exigência de valor mínimo, e você pode definir um capital compatível com a realidade do negócio. Esse dinheiro continua sendo da empresa e serve para custear as primeiras despesas.
Quanto custa o contador para abrir a empresa?
Os honorários de abertura variam conforme a complexidade do processo — tipo de empresa, número de sócios, atividade e regime tributário. Muitos escritórios cobram uma taxa de abertura à parte dos honorários mensais, e alguns oferecem condições especiais quando a contabilidade recorrente é contratada em conjunto. Para saber o valor no seu caso, solicite um orçamento à SC Organização Contábil.
Todo mundo precisa de certificado digital para abrir empresa?
Depende do tipo de empresa e do regime. O certificado digital (e-CNPJ) é necessário para assinar documentos, emitir notas fiscais eletrônicas e cumprir obrigações em vários casos, especialmente fora do MEI. Ele tem um custo próprio, cobrado por uma Autoridade Certificadora, e é renovado periodicamente. O contador orienta se e qual modelo você precisa.
Dá para economizar na abertura da empresa sem correr risco?
Sim, desde que a economia não comprometa o enquadramento. Escolher o CNAE e o regime tributário certos, definir o capital social de forma coerente e evitar retrabalho por erros de cadastro são as maiores economias — e todas dependem de orientação contábil correta. Cortar o contador para "economizar" costuma sair mais caro em multas, retrabalho e impostos pagos a mais.
Conclusão
Abrir empresa em Goiânia não tem um "preço de etiqueta" — tem uma conta composta por taxas públicas (JUCEG, alvará), serviços profissionais (contador, certificado digital) e um investimento que volta para o próprio negócio (capital social). O tamanho dessa conta depende de três decisões que você toma no começo: o tipo de empresa, a atividade (CNAE) e o regime tributário. Acertar essas três é o que separa uma abertura barata e tranquila de uma cara e cheia de retrabalho.
A economia inteligente não está em cortar etapas essenciais, e sim em escolher certo com orientação técnica. Um bom contador não é um custo a mais na abertura: é o profissional que protege todos os outros custos, evita erros que geram multa e imposto a mais e garante que você comece já no enquadramento certo. E como taxas, limites e regras mudam a cada exercício, planejar com quem acompanha a legislação de perto é o que dá segurança à decisão.
Valores, alíquotas e prazos mudam a cada exercício — confirme os vigentes com a SC antes de decidir.
Quer abrir sua empresa em Goiânia com o menor custo real e o enquadramento certo desde o primeiro dia? Fale com a SC Organização Contábil ou chame no WhatsApp e receba um diagnóstico com o formato, a atividade e o regime ideais para o seu negócio — sem surpresas de custo depois. Você também pode conhecer nossas fontes oficiais no Sebrae e na Receita Federal.



